SALMOS - V - ORAÇÃO PARA TEMPOS DIFÍCEIS

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Теги: José Francisco Bortolato. fascículo do capítulo 3 do livro de Salmos
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SALMOS – V – ORAÇÃO PARA TEMPOS DIFÍCEIS
Salmo capítulo 3º
Quando circunstâncias estão medonhas, e um cenário assustador se pinta diante de nossa visão, não nos mostrando portas abertas, nem uma luz no fim do túnel, entenebrecendo o nosso futuro, não se desespere, isso pode acontecer às vezes na vida. A verdade é que nos importamos com isso e sentimos muito porque os nossos grandes valores foram abalados. Aquilo que nos era importante, de repente desabou diante de todos, e isso realmente é doloroso para as nossas almas.
Se a sua casa caiu, esta oração escrita por Davi foi aquela que, por providência do Espírito de Deus foi composta como um presente do Céu, que lhe veio em um momento de muita necessidade, proporcionando-lhe uma valiosa experiência pessoal, a qual ele pôde escrever para servir como a letra que seria acompanhada de uma música e formar uma canção mui gratificante ao seu espírito. Um exemplo a ser seguido por nós todos.
Vamos retomar o contexto histórico dessa oração. Isto teria acontecido lá pelo ano 1.023 A.C., na Eretz Israel, e também na Palestina de nosso dias.
Davi, antes de ser coroado rei de Israel, já havia passado por angústias terríveis, nas quais ele se viu com o coração demasiadamente apertado, pois que considerava estar a um passo para cair no abismo da morte, quando o rei Saul o procurava por todos os cantos, a fim de matá-lo (I Samuel 20:3), e por várias vezes quase o consumou; faltou pouco para tanto. Podemos afirmar com toda a segurança que, se não fosse a mão do Senhor a protegê-lo e sustentá-lo, Davi teria sido um jovem candidato ao trono de Israel que morreria precocemente na praia, juntamente com os seus sonhos e ideais mais elevados.
Depois de coroado rei, tudo parecia concorrer para a elevação do seu reino, que prosperou e venceu a todos os inimigos que ousaram enfrentá-lo em batalhas, de modo que Israel tornou-se um reino que se salientava dentre todos os seus demais vizinhos.
Davi contava com um excelente exército, repleto de homens muitíssimo valorosos, com eficientes oficiais e comandantes, de forma que não houve espaço para os filisteus, moabitas, sírios, amonitas, amalequitas e outros reinos inimigos. A espada de Israel era invencível sob a batuta de Davi e seus soldados, pois era ajudado pelo Senhor dos Exércitos.
Além disso, ele tinha muitos bons conselheiros de guerra, dentre os quai, se destacava um homem chamado Aitofel.
Ocorreu, porém, que Davi cometeu um grave erro em sua vida, e teve que sofrer sérias consequências por causa disso. Ele chegou a ordenar ao seu general, Joabe, que colocasse a Urias, um bravo e fiel soldado seu em posição perigosa e o desprotegesse, e assim este louvável súdito do rei morreu durante uma operação militar. Aliás, morreu porque Davi havia cobiçado a mulher deste, adulterou com ela, a qual logo lhe enviou aviso de que ficou pejada, e sujeita a ser apedrejada, segundo a Lei Mosaica. Para encobrir esta sua aventura ilícita, Davi tentou dissimular as coisas, chamando a Urias de um front de batalha para este ir para casa, mas foi em vão, pois este ficou nas dependências da guarda. E quando o rei viu que não o conseguiria, infelizmente resolveu eliminar ao homem traído por ele. Davi deu ordens para que a mão dos inimigos pudessem alcançar a Urias, feri-lo, e assim este morreu.
Isto foi uma lástima. O rei Davi, até então, não havia maculado a sua biografia, mas esta foi uma grande mancha. O profeta Natã o visitou e o repreendeu, ao que Davi acatou, arrependeu-se, deu toda a razão ao Senhor, que havia enviado Seu mensageiro, e só teve que arcar com os fatos que dali haveriam de decorrer. Um desses fatos foi ver que o mal haveria de levantar-se dentro de sua própria casa (II Samuel 12:11).
Ora, Urias era então o marido de Bate-Seba, a mulher cobiçada pelo rei, neta de Aitofel, o principal conselheiro real, o qual ficou inconformado com a perda e o drama imoral causado dentro de sua família. Desde então Aitofel começou a revoltar-se contra Davi em oculto, e achou em Absalão, um dos filhos do rei, um veículo para vingar-se do ato imoral do filho de Jessé. Daí em diante, os dois rebeldes se uniram com intenções de apossarem-se da coroa real.
Absalão e Aitofel se uniram e levaram avante um plano para matar a Davi, de modo a que esse filho do rei o sucedesse no trono, passando a reinar em seu lugar.
Que fez Absalão? Com muita sutileza e encetando uma conversa perspicaz com homens e líderes de Israel que vinham de fora do território de Judá a Jerusalém, convencia-os de que estava havendo necessidade de que a coroa do reino passasse para a cabeça do filho mais esperto, arguto, e ambicioso.
Davi não estava sabendo de nada disso... e depois de quatro anos de maliciosas e constantes calúnias desferidas contra o próprio pai, Absalão resolveu que chegou “a hora da onça beber água”, e passou da preparação para a ação.
Em dado momento Absalão vai para Hebrom, sob desculpas de que iria prestar um culto com sacrifício ao Senhor, mas o que de fato aconteceu foi que trombetas foram entoadas, e houve um reboliço social ali, e uma conspiração tomou vulto, proclamando: - “Absalão é rei!”...
O partido de Absalão então se tornou maior, em número de adeptos, do que os que estavam ao lado de Davi; e de tal modo cresceu, ao ponto em que eles já se sentiam prestes a engolir o rei Davi e os seus fieis seguidores, assim que marchassem rumo a Jerusalém.
Davi logo foi informado disso, e teve que sair às pressas de seu palácio real, a fim de não ser capturado pelo motim que se agigantava de modo assustador, e escapou para a terra de Gileade, a leste do rio Jordão.
Foi um período de choro, vergonha, e muita lamentação para Davi e para todo o povo que estava com ele – seiscentos homens, aqueles mesmos que o apoiaram quando da perseguição de Saul. Além destes, somente aderiu ao rei um grupo relativamente pequeno de militares filisteus, que havia acabado de chegar a Jerusalém, mas mantendo uma postura de fidelidade a Davi, malgrado todo o tumulto e a difícil situação em que este se achava.
Foi um tempo terrível para Davi, como rei ungido por Deus, e como pai de um filho rebelde, que queria ver a sua cabeça rolar, despojada da coroa real.
Ao sair às pressas de Jerusalém, lá foi o rei, descalço, com a cabeça coberta e abaixada, chorando a mágoa de ser alvo da maldade de seu próprio filho; foi logo atravessando o ribeiro de Cedron, e pouco mais à frente, quando ele passava pelo Monte das Oliveiras, um benjamita partidário do falecido rei Saul, chamado Simei, o encontra, o amaldiçoa, e lhe atira pedras e torrões de terra... mais essa ainda!

Deixando o benjamita de lado, lá foi Davi para cruzar o Jordão e chegou a Maanaim, enquanto Absalão logo também viria ao seu encalço, com vistas a matá-lo.
Este foi o contexto histórico em que foi produzido o capítulo 3º do livro de Salmos, um drama da vida real bastante complicado e dolorido para o coração de Davi.
Que diria um pai, ao ter que encarar uma situação dessas, em que o seu próprio filho estaria desejando diligentemente matá-lo, em uma ambição desenfreada de destroná-lo, a fim de tomar o cargo real e o governo do reino para si? Isto é um quadro psicopático pior do que o drama grego do Édipo Rei, pois não foi apenas uma produção de peça literária, mas uma dura e cruel realidade. É de esquentar a cabeça até enlouquecer a qualquer um.
Davi, porém, em matéria de provações, não era marinheiro de primeira viagem. Ele já havia passado por sérios perigos em sua vida, e aprendeu muito sobre como lidar com tamanha adversidade. Davi buscava a Deus – o Deus que o fez vencer o gigante Golias, e que também o livrara das mãos de Saul e de todos os reinos vizinhos que eram seus inimigos.
Ele sabia em quem podia confiar. Em todas as batalhas em que se envolveu, Davi não foi atingido por uma só flecha, não foi ferido por espadas, não foi abatido por nenhum golpe fatal. Havia uma barreira espiritual entre ele e seus inimigos, que o defendia totalmente pelo alto e por baixo – por isso ele exclamou:
“Porém Tu, Senhor, és o meu escudo, és a minha glória que exaltas a minha cabeça”. (Sl.3:3)
O termo hebraico aqui aplicado seria mais aplicado à palavra broquel, um tipo de escudo redondo e pequeno, tipicamente significando coisas que Deus coloca em nossas mãos, que apenas servem para sentirmos que Ele não nos deixa sem nenhuma proteção, mas a glória do Senhor é que realmente nos faz erguer as nossas cabeças.
Davi subiu o Monte das Oliveiras com a cabeça envolvida por um manto, pendida para baixo, em sinal de extrema tristeza e choro, mas esta cena se mudou quando ele recebeu a inspiração divina para escrever este Salmo.
“Com minha voz clamo ao Senhor, e Ele do Seu santo monte me responde” (Sl. 3:4)
Foi aí que as coisas começaram a mudar. A fuga não garantia que Davi sobreviveria ao ataque de Absalão, mas ao orar a Deus, o homem ungido recebe uma enorme visitação que lhe veio do Céu, diretamente do Trono do Senhor.
Repentinamente Davi ouve uma voz que lhe responde naquela hora de tribulação, que invade a sua alma e passa por ele como uma torrente de águas vivas, que vão lavando o salmista por dentro, levando embora toda a amargura, e sentimento de pesar. Sua alma é revigorada; a fé toma lugar onde antes havia medo e desmedida tristeza. O Senhor o ouviu e lhe respondeu, e isso é o que lhe bastou. O restante passou a ser apenas conversa fiada, sem força e sem fundamento sólido.
Ouçamos a voz de Deus, porque Ele falará de paz para os que são Seus, e desfará as nossas angústias, assim como o Sol dissipa a nuvens que envolvem uma montanha.
Depois que Deus responde à nossa oração, o divisor de águas é tão contrastante que, em meio àquele clima tenso, nervoso e cheio de preocupações, o homem assim abençoado recebe a paz. Uma paz que sobrepuja até os nossos raciocínios lógicos e estatísticas, e o peso das probabilidades que se mostravam contra a nossa fé até então.
Essa paz não é encontrada no mundo, mas Deus a dá àqueles que O agradam e servem-nO com fidelidade (João 14:37)
É então dobrado o Cabo das Tormentas, ultrapassado o seu ponto mais crítico, e este recebe um novo nome: Cabo da Boa Esperança. É a hora em que chega a confiança na alma do crente em Deus.
Davi orou, e então respira fundo. O ar que antes lhe estava rarefeito, não mais o deixa ofegante. Suas lágrimas cessam. Seu coração se sente consolado por Deus. Quem melhor do que o Senhor para arrancar as angústias da alma?
A batalha realmente ainda não se havia iniciado, tropas contra tropas, frente a frente, uma defronte à outra, mas Davi tem uma estranha sensação de que as coisas não lhe serão desfavoráveis, mesmo não havendo recebido nenhuma notícia sobre o confronto. No fundo, o seu coração estava vitorioso.
Seus amigos, preocupados com ele, olham-no então, mas não mais veem aquela testa franzida, e aquelas olheiras de noites mal dormidas, desenhando feições diferentes do esperado. Não se lia mais a aflição em seu rosto. Sua testa relaxou, e seu rosto brilhava em reflexo da luz da glória de Deus que ele acabara de receber.
Ele passou a sentir que suas mãos já estavam limpas, nada mais sujo. Como assim? É que o Senhor o visitou. O crime do sangue de Urias, embora tivesse sido algo realmente horrível e pesaroso, um fardo a ser carregado pelo resto dos seus dias, não mais se achava acusando-o diante de Deus, porque ele fora jugado, sim, mas não será mais condenado, pois obteve o perdão. Um incrível perdão, dado pelo martelo das mãos de Deus.
No lugar de Davi, Vc conseguiria dormir em paz, com esses fatos a aterrorizá-lo?
Davi ainda diz:
“Eu deitei e dormi; acordei, porque o Senhor me sustentou”. (Sl.3:5)
Medo da morte? Medo do fracasso? Da vergonha? Da humilhação? Da fraqueza? Ou de uma derrota? Nenhuma dessas possibilidades mais lhe trariam desequilíbrio dentro de sua alma.
Davi lembra-se das tantas vezes em que inimigos o desafiaram, peitaram-no, almejando a sua queda, e estes sofreram o impacto da mão de Deus que os socou, quebrando-lhes os dentes.
Ele apenas pediu a quem poderia salvá-lo:
“Levanta-Te, Senhor, salva-me, Deus meu...” (verso 7)
Há muitas e diversos tipos de situações que advêm tentando tirar-nos a paz. Ninguém está totalmente isento de passar por alguma tribulação neste mundo, mas o fato é que ninguém tampouco se salva sozinho, nessas horas de desamparo que se nos oferecem.
Temos, porém, um Salvador que tem poder não somente de nos livrar de perigos nesta vida, como também nos livrar de sermos lançados na escuridão de trevas eternas e de solidão, além do rio da morte.
Jesus, cujo nome em hebraico é Yoshua, significa “Salvador”; e seu título: Cristo, em hebraico “Messias”, significa “Ungido”. Sim, ungido por Deus como Profeta, Sacerdote, Senhor e Rei. Ele tem poder de nos salvar nas tribulações, e também de nos livrar de um destino cruel após a morte. Ele tem as chaves do Inferno e da morte em Suas mãos, e pode livrar a quem a Ele buscar.
Busquemos a Deus em oração. Oremos como Davi orou. Repitamos as palavras deste Salmo devagar, meditando em cada palavra, e Deus nos ouvirá, e tratará o nosso caso em especial. Se O permitirmos, Ele transformará as nossas vidas e mudará o nosso coração, tornando-o semelhante ao coração de Deus.
Peça-o em o nome de Jesus, o Cristo. Ele prometeu que tudo quanto pedirmos ao Pai, conforme a Sua vontade, Ele nos fará.
Façamos isto. Jesus é o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão por Ele.
Tragam os corações abertos para concordar com a Sua vontade, e preparem-se para serem surpreendidos, de uma forma agradável e inigualável.
Sejamos benditos do Senhor. Ele nos quer assim. Oremos a Deus. Entreguemos a Ele as nossas vidas, e veremos afastado todo o mal.
Deus os abençoe.

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