JÓ - XIV - EM BUSCA DA JUSTIÇA

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Теги: José Francisco Bortolato. fascículo de comentário sobre capítulos 29 a 31 do livro de Jó
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JÓ – XIV – EM BUSCA DA JUSTIÇA
Jó capítulos 29 a 31
Já imaginou se alguma vez alguém tivesse que comparecer perante um tribunal onde tivesse que responder por duras acusações, e, subindo as escadas desse Fórum Cível, adentrando à sala do julgamento, esticasse o seu olhar e repentinamente notasse uma situação chocante...
Por que chocante? Porque ao entrar ao recinto, notou que não havia um só advogado para fazer a sua defesa. Dá uma segunda olhadela, e para sua amarga surpresa, vê que estranhamente no banco dos advogados de acusação estão assentadas três pessoas, e estas eram seus três amigos íntimos de outrora. Que decepção! Antigamente eles eram dos mais achegados, mas agora estavam ali, e não pouparão esforços no sentido de levantar falsas acusações, instruídos por um vulto de aparência sombria, o qual procurava cochichar aos ouvidos deles enquanto procurava esconder-se por detrás dos três, fazendo o papel de uma figura que não quer ser identificada perante o público.
Nas cadeiras da assistência franqueadas ao público estariam assentados a sua própria esposa, que, absurdamente sem nenhuma sensatez, torcia para vê-lo ser condenado à sentença de morte, e mais um jovem que estaria acompanhando os três “amigos” que traiçoeiramente eram os promotores da acusação no processo.
Olhando para a tribuna, procurando visualizar o Meritíssimo Senhor Juiz, mas não pôde vê-lo, pois parece que ainda não chegou para ocupar a sua cadeira.
Por mais insólito que pareça, basta você assentar-se no banco dos réus, e o julgamento já está em andamento, sem que o seu início tivesse sido anunciado publicamente.
Os promotores falam, todos os três, tentando imputar ao réu uma culpa que o mesmo não tem.
O réu, por sua vez, vendo que ninguém havia para levantar as voz em seu favor, não viu outra alternativa senão a de levantar-se e colocar a sua defesa da melhor forma que possa, a fim de rechaçar as acusações que lhe dirigiram.
Vc, como réu, devido a uma terrível enfermidade que o atingira, mal consegue manter-se em pé. Estando magro, acabado, com profundas olheiras denunciando o seu cansaço, e o seu corpo todo cheio de tumores e chagas purulentas, que o obriga a, de quando em vez, parar de falar para coçá-las, além de contorcer-se das dores que estas lhe provocam.
Apesar disso tudo, já que tinha chegado até ali, começa o seu discurso muito brilhante, que bem caberia dentro de uma forma de poesia, muito embora a fraqueza e a sua mente estivesse conturbada pela enfermidade e por muitos incidentes infelizes que lhe quebraram a sua alma, a saber, um perda irreparável de seus filhos, concomitantemente com a dos seus empregados. Além disso tudo, a sua empresa veio à falência devido a uma série de assaltos cinematográficos, feitos por hordas de bandidos, os quais faziam o tipo de um novo cangaço, e, além disso tudo, um incidente incendiara todas as suas mercadorias que ainda figuravam no seu estoque.
Isso tudo é terrível, não? É realmente de enlouquecer a qualquer um.
Esse julgamento teria levado um enorme tempo para ser discutido, de modo que o mesmo teve que ser dividido em várias seções.
Em um dado momento os três promotores públicos pararam de falar. Teria sido uma pausa para melhor meditarem a respeito? Eis que eles já haviam parado em outras vezes, e depois continuaram, sempre apoiando suas teses repetidamente, sobre os mesmos pontos de antes. Desta vez, porém, essa pausa se alongou, e desta forma surge a oportunidade do réu para exprimir suas últimas palavras, antes do veredicto final.
É a hora do réu novamente se levantar com o sacrifício que as dores no corpo lhe impõem. A situação é dramática, de modo que sai uma voz embargada do fundo de seu peito, para fazer um apelo, introduzido por uma resenha, lembrando os tempos em que tudo estava bem, antes do infortúnio chegar à sua casa.
A sua história é bastante pitoresca.
O réu diz que havia sido muito abençoado por Deus, noutros tempos. A vida lhe corria às mil maravilhas. Havia uma excelente comunhão com o Senhor, a quem sempre oferecia dons, e o ora acusado não se importava em fazer vários sacrifícios, na tentativa de agradá-Lo, e por certo tempo as coisas estavam dando certo, tudo encaixando-se maravilhosamente, fazendo-o achar que havia conseguido achar a chave da felicidade na vida.
Naquela época os seus negócios iam de vento em popa, havendo cada vez mais prosperidade, dia após dia, de modo que veio a tornar-se em um dos poucos homens mais ricos da sua região. Tão rico, que causava inveja àqueles que observavam todo o seu sucesso.
Aqueles eram dias de grande prazer, pois vivia rodeado por seu filhos, aqueles mesmos que depois foram mortos, todos em um só dia, quando um tornado derrubou a casa onde estavam, e não sobreviveu nem um deles sequer.
Aquela riqueza tão abundante que possuía, e o seu sucesso na vida o tornaram em uma figura de muito respeito e admiração por parte das pessoas que o viam passando pelas vias públicas da cidade, em especial pelas praças, quando achava um banco para se assentar. Quando passava, era saudado com muita mesura e reverência, de modo a sentir-se muito honrado no meio do seu povo.
Vc então pára um pouco com a descrição desta sua felicidade passada, em logo voltam à mente as acusações, baseadas em meras suposições, feitas com mesquinhez, falta de humanidade para com os menos afortunados, mas... quanto a isto já foi desmentido, veementemente negado com todas as suas forças.
Que alegavam os promotores? Que você sempre agiu com frieza, calculadamente, esmagando os clamores dos que lhe pediam sua ajuda: o órfão necessitado, a viúva, os cegos, os coxos, e todos quantos estivessem vivendo sérios problemas na vida, menosprezando-os sem piedade, ao ponto de deixá-los todos perecerem ao relento das madrugadas frias. Em suma, as acusações se prendem a supostas omissões de socorro.
A inverdade das propostas de acusação é medonha, pois que Vc na realidade se propunha tal e qual um assistente social para servir de amparo a quem quer que lhe pedisse sua ajuda. Chegava até a prestar o resgate aos pobres, que por alguma infelicidade haviam caído nas garras de fiadores e agiotas que não possuíam o atributo da piedade, e os livrava.
Naqueles dias felizes o seu poder de influência era tal, que a sua opinião era até aguardada, como a última palavra do mais sábio conselheiro, ou de um justo juiz, um homem sem par, a quem todos queriam ouvir, e colocar as suas propostas em prática. Era um verdadeiro líder do povo, como pouquíssimos são achados neste mundo.
Quando alguém é riquíssimo, transpirando sucessos, possui muitas riquezas, é assim tratado pela sociedade, porém quando estas acabam, e lhe vêm a faltar... está lascado.
Este homem traz em seu currículo de vida uma excelente biografia inicial, mas tudo muda a partir do momento em que desgraça após desgraça o derrubam e o deixam em um estado digno de pena.
Aquele respeito que antes desfrutava entre os que o conheciam, acabou-se.
Quando o veem, até mesmo os pobres, a quem antigamente presto os ajudava, mesmo aqueles mais rejeitados pela sociedade, que chegaram a dormir em cavernas por não terem onde morar, até estes então o repudiam, mostram seu desprezo, e até absurdamente detestam-no. Passou, então, a ser um excluído pelos excluídos do povo. Sua queda na área da economia teria sido acompanhada por outra no campo do moral, no meio da sua sociedade, ficando abaixo dos mais baixos.
Isso tudo porque as pessoas julgam aos outros com muita facilidade, pelas aparências, sem considerar com atenção as condições específicas em que os fatos ocorrem. Cada caso deveria ser observado sob uma ótica de recursos especiais, e não ser lançado precipitadamente na vala comum, onde todos os joões-ninguém caem quando perecem.
Algum leitor poderá pensar que esta descrição seria fantasiosa demais, apenas uma história fictícia, fruto da imaginação inventiva de um dramatugo qualquer, mas não se trata disso. A história é baseada em fatos reais, fatos estes ocorridos nos tempos do Antigo Testamento; apenas um pouco mudada na maneira da apresentação. Nós a apresentamos em termos de um processo judicial que poderia ocorrer em um tribunal, mas vamos agora desvestir os termos usados para a forma nua e crua: o réu é o homem Jó, tema principal do livro que leva o seu nome. Seus acusadores são seus três amigos, Elifaz, Bildade e Zofar, que ajudaram a agravar os sofrimentos, inspirados pela sombria figura de Satanás. O Meritíssimo Senhor Juiz é Deus, que haveria de julgar a sua causa; e o jovem que acompanhou o desenrolar da seção é alguém que ainda irá tecer o seu comentário a respeito do julgamento procedido até então. A única pessoa que não teve sua identidade dissimulada foi a sua mulher. O tema e o fluir percorrido por essa história podem ser comparados com o que a Bíblia nos oferece, e ver-se-á que se conserva nos detalhes mais relevantes.
No capítulo 31 do livro de Jó poderemos notar que, ainda que a sociedade o estigmatizasse, e ele tivesse sido rotulado de um reles hipócrita malfeitor, Jó não desiste de defender-se. Nesse capítulo, ele faz uma exposição detalhada acerca do seu procedimento.
Depois de relutar e lutar no sentido de rechaçar as acusações de seus três amigos, Jó, ao sentir-se envolvido em um círculo vicioso de uma discussão sem previsão de final, na qual repetiam e tornavam a repetir os mesmos argumentos contra sua vida e sua reputação, de repente, recebendo um insight em sua mente, ele faz uma apelação com todas as características de uma peça do processo jurídico em que o envolveram.
Jó resolve colocar as suas queixas e protestos em forma de uma petição ao Meritíssimo Sr. Juiz – o Juiz dos Juízes, o Todo-Poderoso El Shadday. A maneira de fazer isso denota que Jó era um homem experiente nessa área de processos de direito civil e criminal, e provavelmente ele mesmo teria tido a função de julgar causas do povo de sua cidade, quando se assentava junto ao portal, ao lado dos homens importantes daquela comunidade.
Isto, no entanto, foi uma medida extrema. Ele, doente, fraco, com sua mente turbada por todas as desventuras que o surpreenderam, era de esperar-se que chegara ao fim de sua esticada paciência diante daquele “inquérito” moral com nuances de criminalístico. Afinal, tudo tem o seu limite.
Eis então sumariamente os pontos abordados na exposição de suas razões:
1 – Jó pede uma audiência especial em que o Juiz dos Juízes o recebesse e considerasse o seu pleito.
2 – Com relação a pecados pessoais, Jó nega totalmente ter sido envolvido em arroubos de lascívia. Admirar a beleza de uma pessoa às vezes pode ser algo inocente, mas Jó não permitia a si mesmo abrigar a concupiscência em seus olhos, jamais os fixando em uma virgem (hebr: bethulah), ou em uma jovem comprometida. Que as virgens continuassem belas e virgens, até encontrarem a outra metade providenciada pela mão de Deus, pois Jó jamais as macularia, transtornando-lhes o seu sonho de um lindo futuro matrimonial. Disto ninguém poderia tê-lo acusado.
3 – Outra acusação repelida é a de ter usado de falsidade ideológica com vistas a obter alguma vantagem pessoal em prejuízo de outrem, de forma que em nenhum negócio ele teria sido desleal para com a outra parte.
4 – É afastada outrossim a hipótese de que o mesmo teria alguma vez cometido adultério, poluindo o leito do seu próximo. Acrescenta que, se tivesse caído nesse laço de pecado, não temeria e não teme em amaldiçoar-se a si mesmo, dizendo que a sua mulher seja escrava e amante de outro homem. Quem não deve, não teme, e Jó não tinha nada a temer.
5 – Como patrão, Jó atesta que jamais desprezou o direito dos seus servos, quaisquer que fossem estes.
6 – Outra acusação é afastada: Jó afirma categoricamente que nunca se permitiu ignorar o clamor dos pobres, dos órfãos e das viúvas. Então ele lança mais uma maldição condicional sobre si, dizendo que se isto não tivesse sido assim, que caísse a omoplata de seu ombro.
7 – Tampouco apegou-se Jó ao brilho do ouro, metal que representa poder aquisitivo, riquezas, bens, fortuna de modo geral, deixando-se iludir pela avareza. Ele bem sabia que o vil metal era vil, e não se deixou dominar pelo seu valor tão relativamente baixo diante dos grandes valores da vida.
8 – Uma idolatria comum entre os povos primitivos era o da adoração ao Sol e à Lua. Jamais jogou beijos com sua mão a esses astros, por mais belos que estes fossem, pois isto seria grave transgressão contra o seu Deus.
9 – Alegrar-se com a desgraça alheia também não fazia parte do perfil psicológico e espiritual de Jó, que também não rogava pragas e nem maldições de morte sobre seus inimigos. Antes, tratava-os com todo o respeito, jamais lhes desejando o mal.
10 – Em nada disso tropeçou Jó, e suas maldições que lançou sobre si mesmo foram todas condicionadas ao “se” que repete muitas vezes, reforçavam enfaticamente a certeza que tinha do que dizia, e que nada tinha a esconder e nem a confessar, a despeito dos maus julgamentos de cunho moral que o pudessem comprometer.
11 – Nem mesmo teria Jó pecado contra o sistema social e ecológico que pede que a terra fosse usada de forma a observar respeitosamente as suas características e limitações. Muito menos contra os que a cultivavam, nunca lhes aplicando calote em lugar da paga devida aos seus cultivadores.
Tendo chegado ao final desse seu discurso, Jó ainda diz que é assim que assina a sua defesa, como que impetrando-a diante de Deus.
Realmente, agir como que protocolando um ato desses diante do Supremo Tribunal do Céu era algo digno de espanto e temor.
Os amigos de Jó ouviram-no ainda incrédulos quanto à sua sinceridade e inocência. Diante dessa defesa toda dotada de ousadia, desafiando ao próprio Deus, a quem supunha que o julgara mal através dos reveses que sofrera seguidamente, foi algo inesperado, espantoso para aquela cultura da época, que cria que poderia trazer sérias consequências para si mesmo.
Com seus rostos estampando um stress provocado pelo susto, Elifaz, Bildade e Zofar ficam emudecidos, olhando para as nuvens, pensando que um pesado raio estivesse prestes a descambar do céu na direção Jó, para transformá-lo em um monte de matéria carbonizada e cinzas, mas nada disso aconteceu.
O que fará Deus com Jó? Era a pergunta que o tempo estava lhes fazendo enquanto os minutos passavam. Jó provocou a Deus, obedecendo a um ritual próprio de um julgamento, e ficou na expectativa de receber uma resposta, mas eis que o Senhor fala com aqueles com quem quiser falar, e isto quanto Ele o desejar.
Jó, afinal, estava certo e seguro de que seria a parte vencedora naquele processo, graças à sua própria justiça, malgrado o que pensavam os seus três amigos.
O caso de Jó foi um caso à parte. Ele sabia que não era um malfeitor, e que não havia cometido graves erros em sua vida, mas também não se gloriava de ser um homem totalmente puro, perfeito, sem um só pecado; reconhecia sua limitação humana, mas ao mesmo tempo tinha uma biografia muito diferente e moralmente superior àquelas que comumente se encontram escritas nas histórias dos homens deste mundo.
É claro que Deus sabia disso, e muito bem!
Temos nós, entretanto, que aquilatar os termos que estariam constando em nossos currículos escritos pelos anjos, formando um verdadeiro dossiê, que deverá ser aberto e apresentado um dia diante do Supremo Juiz, Senhor dos Senhores e Rei dos Reis.
Será que teremos somente fatos que pediremos ao Senhor que sejam rememorados, ou ainda teremos que pedir-Lhe que esqueça de coisas que fizemos e não foram nada justas e nem aprazíveis ao Santo dos Santos?

Todos teremos que passar por um julgamento dos nossos atos que praticamos, tanto bons como maus.
Agora nos vem a pergunta: Como será que nos haveremos diante de Deus, à guisa de todos os nossos feitos?
A verdade é que não haverá nenhum, nenhum, nenhum ser humano totalmente justo e perfeito, e o peso de nossos pecados exigirão uma paga. Ninguém perde por esperar. Como, pois, escaparmos de uma condenação que recairá sobre os atos indignos que cedemos em nossa trajetória?
Deus olhou do céu para a Terra, e viu que não havia um só justo, um só sequer. Nenhum que fizesse somente o bem, que nunca tivesse maculado sua alma com pecados pessoais. E Ele é santo, justo, perfeito, e imaculado. Sendo o Pai Celeste, Ele muito gostaria que Seus filhos tivessem um caráter moral que se aproximasse bastante do dEle, para dizer perante os Seu anjos: - “Este é o Meu filho! Este é o cara!”
Como Ele não encontrou tal criatura, para Seu prazer e alegria (nem mesmo Jó teria tais características morais à altura), o que fez então?
Houve um tempo em que Ele tanto Se desgostou com a humanidade, que decidiu extingui-la através de um Dilúvio Universal. Sobraram apenas oito pessoas, pertencentes à família de Noé, de modo que hoje somos seus descendentes. Mas isso foi há muitos, muitos anos atrás, e naquela ocasião, Deus tanto se enojou com o tamanho do genocídio, que prometeu a Noé que nunca mais usaria de águas para exterminar com a raça humana.
Isto porque há um detalhe muito importante embutido nessa história: Deus é amor, ama a todas as Suas criaturas, e não quer que nenhuma delas se perca.
Como então conciliar este amor com a total degeneração moral em que o mundo atual se encontra? Suportá-la seria contrapor-Se à Sua santidade, e não haveria ninguém que pudesse dar-Lhe o gosto de tornar-se um exemplo, um espelho para servir de modelo para todos os demais...
Seria um desperdício do Seu amor, pois quem não se aproxima dos Seus padrões, está menosprezando-os, e portanto está fora das especificações necessárias para ser um herdeiro do Reino Celestial que Ele pretende implantar aqui nesta Terra em breve.
Como perdoar a todos quantos O traíram e lançaram o Seu santo nome na lama? Isto não traria os resultados esperados, a menos que...
Alguém teria que pagar pelos erros e pecados cometidos contra os padrões e leis do Senhor, mas teria que pagar com a vida – e o tal não poderia ter pecado algum, para que pudesse representar aos demais que pecaram.
O Antigo Testamento é muito constante em mostrar que Deus não aceitava pecadores a não ser que fossem estes arrependidos, e justificados através de sacrifício de sangue. Na época, Ele até aceitou que os animais encenassem o sacrifício perfeito que Ele estava providenciando para que a humanidade não fosse destruída, como fora nos tempos do Dilúvio.
Quando chegou a plenitude dos tempos, o Senhor então enviou a quem? Ele enviou o Seu próprio Filho amado, para desfazer as distorções espirituais que os homens cometem, enredando-se a si mesmos num emaranhado de erros provocados pelo pecado que de fato estaria enraizado dentro de suas almas.
Jesus, o Cristo, veio a este mundo para desfazer as obras do diabo. Por meio de Seus ensinos, que são palavras da Verdade, Ele corrigiu pensamentos e correntes filosóficas que se distanciaram da vontade divina. Seus milagres estupendamente inimitáveis atestaram que Ele realmente veio da parte do Único Deus, detentor de todo o poder que existe em todo o Universo.
A obra mais poderosa, e importante que Jesus fez, no entanto, foi quando Ele tomou os nossos pecados sobre os Seus ombros, representados por uma cruz pesada, a qual Ele nem teve forças para carregá-la até o lugar onde foi crucificado: o monte Calvário, que se localiza ao norte da cidade de Jerusalém.
Ele tomou aquela cruz plenamente consciente de que tinha que fazê-lo, ainda que esta pudesse parecer a expressão de Sua fraqueza, morrendo nas mãos de homens ímpios, muito piores do que Ele. O que aconteceu, porém, é que aquilo foi uma expressão de grande força: força de assumir o lugar do pecadores que não mereciam o sacrifício que Ele fazia, força para enfrentar a morte em nosso lugar, a fim de que nós, os pecadores, não sofrêssemos as consequências que nos trazem os nossos pecados. Isto é dizer: Ele fez aquilo que um Pai amoroso faria, para não ver os Seus filhos morrerem na perdição.
Ele não somente morreu, mas também ressuscitou depois de três dias da sua morte. Ele mostrou assim que tem o poder de vencer a morte, além de vencer o mundo, e as hostes do mal.
Ele nos ama, e com o Seu sacrifício, abriu o caminho para a nossa entrada no Lar Celeste, onde vivem todos os salvos por seu sangue derramado.
Ele ainda está buscando pessoas neste mundo, para serem resgatadas das mãos do mal, e as tem chamado para virem ao Seu encontro, em espírito.
Este é um convite para participarmos de uma vida eternamente nas plagas onde habita Deus. Não importa o quanto tenhamos pecado, desde que nos voltemos a Ele para recebermos essa grande alegria. O Seu sangue nos garante esta bênção.
Este mundo está corrompido pelo pecado, mas Ele fez tudo quanto necessário para nos salvar.
E mais: em breve Ele voltará, para reinar sobre esta Terra, fazendo cessar todos os poderes políticos que seguem as sendas de satanás. Toda a Terra o aclamará Rei.
Seja Ele também o seu Rei. Receba-O, aceite-O, e viva a vida feliz que Ele tem para nos dar.